Edição: 1O livro Como Esquecer, da paulistana Rose Elizabeth Mello, nos traz um romance extremamente sentimental sobre perdão e resiliência. Relatando um caso de infidelidade e a postura da esposa diante da situação, a autora nos mostra que o importante é saber pensar e raciocinar com o próprio coração, sem se ater aos pensamentos de outrem. Achei a mensagem do enredo bastante positiva e clara, mas confesso que algumas situações acabaram não sendo tão fáceis de serem digeridas pra mim, apesar de bem coniventes com a nossa realidade.
Ano: 2017
Gênero: Romance Espírita
Páginas: 320
Editora: Vida e Consciência
Classificação: 4/5
Comprar: Saraiva
Um casamento é formado não apenas por amor, mas também por cumplicidade, sinceridade, afeto e integridade. Quando algum desses alicerces faltam ou se encontram em absoluta escassez, as estruturas que regem o matrimônio começam a ruir, dando espaço para o medo, a insegurança e até mesmo para atitudes impensadas, tomadas no calor do momento.
Conhecemos a história do casal Beatriz e Antônio, que se passa no Rio de Janeiro da década de 50. Ele é um empresário dedicado, que passa mais tempo dentro do escritório e em inúmeras reuniões do que com a própria família. Já Beatriz é uma socialite carioca de respeito, que cuida com zelo e afinco do lar e também preza pela educação dos filhos. Depois de muitos anos de casados, ela descobre que o marido tem uma amante e que também engana a moça, alegando não ser um homem comprometido. Em estado de choque com a situação - pois sempre confiou no marido e nunca imaginou quaisquer resquício de infidelidade por parte dele - Beatriz passa a pensar e repensar o seu casamento, passando por muitas provações, indagações internas e até mesmo recebendo conselhos persuasivos de amigos, que irão aprimorar o seu espírito e lhe fazer tomar a escolha mais acertada.
Como Esquecer é um romance repleto de reflexão e que apresenta um assunto que ainda é um tabu em nossa sociedade, ou seja, a infidelidade. A autora não só aborda os motivos que levam uma pessoa a trair, como também mostra a postura de quem foi lesado com a situação e qual a melhor atitude que ele/ela deva tomar nestes casos. Eu, particularmente, admirei o modo de agir da protagonista da história, entretanto afirmo que não conseguiria levar a traição em banho-maria como ela levou - mesmo sendo, talvez, a escolha mais acertada. Narrado em terceira pessoa de forma clara, sucinta e leve, o enredo traz uma bela mensagem sobre perdão, amor e serenamento, mas que, ao meu ver, teve uma pegada meio que surreal.
Beatriz sempre foi uma esposa dedicada, amorosa e zelosa. Ela criou os filhos da melhor forma que pode e os encaminhou para a vida com sucesso, garra e determinação. Não tem nada que desabone em sua postura ou que deixe desejar em algum aspecto, mas mesmo assim o marido encasquetou que "a grama do vizinho sempre é mais verde" e resolveu ter um caso extraconjugal, pois a aventura amorosa iria lhe rejuvenescer e ressaltar o seu brilho como homem. Eu gostei da Beatriz, pois ela não se deixa ser persuadida e ao contrário das demais damas da sociedade, não tem medo de ser rotulada como uma mulher divorciada e/ou separada. Ela é sábia, inteligente e toma as suas decisões com maturidade e respeito, mesmo não tendo tomado a mais certa, ao menos na minha opinião. Entretanto, ela se mostrou uma mulher com uma grandeza de alma invejável e capaz de perdoar sem nutrir qualquer ressentimento.
Antônio se mostrou um personagem fraco, covarde e egoísta. Ele não só traiu a esposa, como também enganou a amante, que nem imaginava que o mesmo fosse casado. Eveline fica em um estado de choque tão grande que tenta até mesmo o suicídio, enquanto Antônio fica se martirizando e tentando a todo custo justificar o injustificável. Não só não gostei do personagem desde o início da trama como também abominei as suas atitudes no contexto da história.
Em síntese, Como Esquecer nos traz um romance espírita evoluído e permeado por amor, perdão e segundas chances. Apesar de eu não ter abraçado a proposta da autora, o cerne do enredo gira em torno da grandeza e da bondade do amor, mostrando que quando há sentimento envolvido, não devemos ficar trocando de companhia por toda a vida. A capa é lindíssima e nos traz o retrato de uma bela dama que representa bem o arquétipo da mulher da década de 50 e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Apesar das ressalvas, não deixo de recomendar o livro.


Ainda não conhecia, mas achei bem interessante e adorei essa capa, super linda!
ResponderExcluirBlog Entrelinhas
Oi Nessa
ResponderExcluirNão conhecia o livro, mas fiquei enteressada neste enredo. Adoro este tipo de romance.
Beijinhos
https://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com
Oiii Nessa
ResponderExcluirQue capa maravilhosa! Ma sinfelizmente o estilo do livro não é pra mim, acho que não curtiria então deixo a dica passar dessa vez.
Beijos
www.derepentenoultimolivro.com
Realmente, o tema amor, hoje em dia, para ser abordado precisa-se ter o maior cuidado para com a impressão que seus leitores hão de ter. Pensando nisso, estou escrevendo O Amor pode ser hackeado, que conta a estória de um cara que mora no Canadá e que faz várias descobertas sobre o amor.
ResponderExcluirSaiba mais no meu site. Um beijo!
www.RapeizeDinamica.biz | @english.tips.br
Oie Nessa =)
ResponderExcluirÉ tão bom quando lemos um livro, que mesmo não concordando com as atitudes dos personagens ele nos toca.
Sempre pego umas dicas ótimas de romances espíritas aqui no seu blog. É um gênero que eu li muito na minha adolescência, e que sinto falta de ler.
Beijos;***
Ariane Reis | Blog My Dear Library
Olá Nessa, tudo bem?
ResponderExcluirEsse é mais um livro que fico conhecendo aqui, infelizmente não faz o meu estilo, mas que bom que gostou....abraço.
http://devoradordeletras.blogspot.com
Nessa, apesar de tudo eu também não consegui ver um lado na trama que me prenderia, enredos de traições e homem martirizento não me agradam
ResponderExcluirhttp://felicidadeemlivros.blogspot.com/
Oi Nessa,
ResponderExcluirQue capa linda mesmo. Nossa que ranço desse moço.
Mas, acredito sim que a história tenha uma bela lição a transmitir.
até mais,
Nana - Canto Cultzíneo